quinta-feira, 05/11/2026

Brasil libera aquisição de até 20 mil doses de vacina contra mpox, com foco na imunização de pessoas vivendo com HIV/aids.

Em um movimento que visa assegurar a saúde pública, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou a autorização para a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox. Este passo é…

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Em um movimento que visa assegurar a saúde pública, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou a autorização para a compra de até 20 mil doses da vacina contra a mpox. Este passo é especialmente significativo, considerando que o país observou uma queda impressionante de 94% nos casos da doença em 2026, comparado a 2022. A vacinação se concentrará, prioritariamente, em pessoas vivendo com HIV/aids que estão em maior risco de desenvolver formas graves da infecção.

Até o momento, o Brasil registrou 665 casos de mpox em 2023, uma diminuição considerável em relação aos mais de 10 mil casos do ano anterior. Apesar dessa redução, a estratégia do governo é manter a vigilância e garantir que haja vacinas disponíveis para atender às necessidades dos estados, o que demonstra uma postura proativa em relação à saúde pública.

A aquisição das vacinas será realizada através do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e foi decidida em uma reunião do Ministério da Saúde na quarta-feira (4). A compra é vista como uma medida preventiva e estratégica, com o intuito de reabastecer os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar uma resposta ágil a possíveis mudanças na situação epidemiológica.

O plano nacional de vacinação, focado inicialmente em pessoas com HIV/aids que possuem contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, prevê a administração de duas doses da vacina, com um intervalo de 28 dias entre elas. Além desse grupo, outros indivíduos em situação de risco, como aqueles com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³ e profissionais de laboratórios que lidam com amostras do vírus, também poderão receber a vacina.

É fundamental que pessoas com sintomas compatíveis com a mpox, como lesões na pele e febre, busquem atendimento médico para avaliação. O Ministério da Saúde reforça a importância do monitoramento de contatos próximos de indivíduos com suspeita ou confirmação da doença, além de destacar que a vacina pode ser administrada após a exposição ao vírus, aumentando as chances de prevenção da infecção.

Embora a mpox seja considerada de baixo risco para a população em geral, sua gravidade é acentuada em indivíduos com sistema imunológico comprometido. A transmissão ocorre principalmente através do contato direto com lesões e secreções de pessoas infectadas, além da possibilidade de transmissão durante relações sexuais. Os primeiros sinais da infecção incluem febre, dor de cabeça e, posteriormente, o surgimento de bolhas na pele que evoluem para lesões.

O tratamento, na maioria das vezes, é focado no alívio dos sintomas, mas em casos mais graves, pode-se recorrer ao antiviral tecovirimat. A atuação do Ministério da Saúde, ao garantir a disponibilidade da vacina, representa um esforço significativo para não apenas enfrentar a doença, mas também para proteger os grupos mais vulneráveis da população.