sábado, 31/10/2026

Mulher no Reino Unido precisa de transplante de fígado após uso de ashwagandha; Anvisa emite alerta sobre a planta no Brasil

A recente história de Lois Kinder, uma britânica de 44 anos, lança um alerta sobre os riscos associados ao uso de suplementos naturais. Depois de consumir gomas de ashwagandha por cerca de um ano,…

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A recente história de Lois Kinder, uma britânica de 44 anos, lança um alerta sobre os riscos associados ao uso de suplementos naturais. Depois de consumir gomas de ashwagandha por cerca de um ano, ela entrou em coma e precisou de um transplante de fígado, uma situação que os médicos acreditam estar diretamente ligada à ingestão dessa erva, amplamente promovida como um calmante natural.

A ashwagandha, planta originária da Índia, é frequentemente utilizada em cápsulas e gomas que prometem aliviar estresse, melhorar o sono e equilibrar hormônios. Contudo, a Anvisa, agência reguladora de saúde do Brasil, já se manifestou sobre a falta de comprovação da segurança e eficácia desse produto, o que deveria servir como um alerta para os consumidores que a consideram uma alternativa segura.

No Brasil, a comercialização da ashwagandha foi proibida em novembro de 2022, mas a realidade é que ainda é possível encontrar produtos com essa substância à venda. Após o caso de Lois ganhar notoriedade, a Anvisa reiterou a proibição, enfatizando que a erva não possui qualidade e segurança comprovadas. Este episódio ressalta a necessidade de uma maior fiscalização e conscientização sobre os riscos dos suplementos naturais.

Lois, que residia em Lymm, Cheshire, não era apenas uma usuária, mas também uma influenciadora digital que promovia as gomas em sua conta no TikTok, recebendo produtos de empresas renomadas para compartilhar com seus seguidores. O alerta veio quando ela começou a apresentar icterícia, um sinal claro de que seu fígado não estava funcionando corretamente. Essa condição ocorre quando há um acúmulo de bilirrubina no sangue, resultante da falência hepática.

Infelizmente, a situação de Lois se agravou, levando à necessidade de um transplante, durante o qual ela sofreu complicações graves, incluindo paradas cardíacas. A literatura médica já documentou outros casos de danos hepáticos associados ao uso de ashwagandha, com registros de pacientes que apresentaram sintomas semelhantes e que, em alguns casos, necessitaram de transplantes ou sofreram desfechos fatais.

No contexto brasileiro, é importante lembrar que suplementos alimentares devem seguir normas rigorosas estabelecidas pela Anvisa, que apenas permite ingredientes aprovados. A ashwagandha não figura nessa lista, o que torna sua venda ilegal. A Anvisa também enfatiza que esses produtos não devem ser comercializados com promessas de cura ou prevenção de doenças, reforçando a necessidade de proteger a saúde da população contra promessas enganosas.

Crédito da imagem: Mulher de 44 anos tomou gomas da erva por cerca de um ano