sábado, 31/10/2026

Estudo revela aumento de pressão alta e sobrepeso entre crianças e adolescentes devido à redução na prática de exercícios físicos

Um recente estudo da Sociedade Brasileira de Cardiologia revela uma realidade preocupante: crianças e adolescentes estão cada vez mais sedentários, o que pode acarretar sérias consequências para a saúde a longo prazo. Dados alarmantes…

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Um recente estudo da Sociedade Brasileira de Cardiologia revela uma realidade preocupante: crianças e adolescentes estão cada vez mais sedentários, o que pode acarretar sérias consequências para a saúde a longo prazo. Dados alarmantes mostram que um em cada três jovens está acima do peso e 28% já apresentam pressão alta.

A situação se agrava especialmente entre os adolescentes obesos, dos quais 60% enfrentam hipertensão. A prática de atividades físicas é escassa, limitando-se a, no máximo, duas horas semanais nas escolas. A pesquisa, que envolveu 6 mil estudantes em três estados, destaca a crescente tendência de sedentarismo, acentuada pelo aumento do tempo de tela: 12% dos jovens passam mais de sete horas por dia em frente a dispositivos eletrônicos.

Bruna é um exemplo de superação em meio a esse cenário. Há um ano, decidiu mudar seus hábitos alimentares e introduziu a atividade física em sua rotina, praticando exercícios cinco vezes por semana. A mudança foi impulsionada por uma iniciativa escolar que promoveu hábitos saudáveis, crucial para melhorar sua autoestima e bem-estar.

A mãe de Bruna, Denise Cirqueira de Lima Silva, destaca a importância dessa conscientização no ambiente escolar. “Ela vinha num processo de autoestima muito baixa, o que a deixava isolada e triste. A conscientização pela escola fez toda a diferença”, afirma.

O cardiologista Álvaro Avezum, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, alerta que os hábitos de vida saudáveis devem ser cultivados desde a infância. Segundo ele, 90% dos infartos e AVCs poderiam ser prevenidos com mudanças simples no estilo de vida. “Todo fator de risco instalado na infância e adolescência tem uma chance maior de persistir na vida adulta, aumentando a incidência precoce de problemas cardíacos”, explica.

Iniciativas que incentivem a prática de exercícios físicos, alimentação saudável e a evitação do tabagismo são cruciais para garantir um futuro mais saudável para essa geração. Bruna, por exemplo, se mostra esperançosa: “Acredito que estamos construindo um futuro mais equilibrado e com melhor qualidade de vida”, conclui.