O Brasil se depara com um cenário alarmante no que diz respeito à vacinação infantil, uma vez que a cobertura vacinal está aquém das metas estabelecidas. Neste sábado (17), diversas cidades do país promoveram campanhas para incentivar a atualização do calendário vacinal tanto para crianças quanto para adultos.
No coração de Rio Branco, Ana Clara aproveitou a oportunidade para garantir a imunização da filha, Aurora. “É uma luta diária para proteger ela. E agora com a vacina é como se a gente desse uma respirada”, revelou a mãe, evidenciando a preocupação de muitos pais com a saúde dos filhos.
Enquanto isso, em Curitiba, cerca de 300 voluntários se mobilizaram para ajudar a população a entender a importância da vacinação. “Acho importante ter o contato com a ciência e também pra fazer uma coisa diferente no sábado de manhã”, afirmou Cintia Ligia Olichevi, uma dentista envolvida na ação.
Em São Paulo, a atenção foi voltada para a população acima dos 60 anos, enquanto no Rio de Janeiro, o personagem Zé Gotinha fez a festa em Manguinhos, atraindo famílias para a vacinação. A animação das crianças e a presença de adultos demonstra a relevância dessas iniciativas em um contexto de baixa adesão às vacinas.
Dados do Ministério da Saúde são preocupantes: 14 das 16 vacinas recomendadas para bebês até 1 ano não atingiram as metas mínimas. Um exemplo preocupante é a vacinação contra a poliomielite, que alcançou apenas 88% da cobertura, enquanto a meta é de 95%. A mesma situação se aplica à febre amarela, que também está distante do objetivo desejado.
Andréia Teixeira Carvalho, pesquisadora da Fiocruz/MG, destacou a importância de conscientizar a população sobre a eficácia e segurança das vacinas. “Estamos aqui com o slogan ‘Vacina é vida’ para lembrar que as vacinas nos protegem contra doenças infecciosas graves”, ressaltou.
Em Belo Horizonte, os esforços foram reforçados com atividades lúdicas para engajar as famílias na vacinação. O designer Rafael da Silva Peixoto, que renovou sua vacina contra o tétano, enfatizou: “Sabemos do benefício da vacina… não é algo que dá para negligenciar.”
O exemplo das irmãs Estela e Helena, que vacinaram juntas, ressalta a importância da educação sobre imunização. “A vacina é para derrotar os vírus”, disse Estela, enquanto a irmã completou: “Eu quero todo mundo tomando sua vacina”. Uma mensagem clara que reflete o anseio por um futuro mais saudável.




