sábado, 31/10/2026

Congo registra mais de 10 mil casos de Ebola, tornando surto o segundo mais letal já registrado.

As autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) revelaram que o número de casos confirmados de Ebola ultrapassou a marca alarmante de 10.000, conforme os dados divulgados nesta terça-feira (27). Esse marco…

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As autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) revelaram que o número de casos confirmados de Ebola ultrapassou a marca alarmante de 10.000, conforme os dados divulgados nesta terça-feira (27). Esse marco não apenas destaca a gravidade da epidemia, mas também intensifica as preocupações sobre a possibilidade de um alastramento do vírus para outras nações africanas.

De acordo com o mais recente relatório do instituto de saúde pública do Congo, o total de infecções chegou a 10.060, com um trágico saldo de 4.887 mortes. Este surto, que é causado pela rara cepa Bundibugyo do Ebola, foi declarado em meados de maio e já se tornou o mais severo e mortal que o país já enfrentou, superando a epidemia que ocorreu entre 2018 e 2020.

Comparativamente, essa epidemia é agora a segunda mais grave da história, ficando atrás apenas do surto que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, que resultou em mais de 28.600 infecções e 11.000 mortes, afetando principalmente Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Recentemente, o Quênia registrou seu primeiro caso de Ebola, com um total de nove infecções sendo relatadas. A situação surgiu após a morte de um homem que havia viajado do Congo e passado por Uganda, o que levanta sérias preocupações sobre a propagação do vírus. Além disso, a Nigéria se tornou o quarto país africano a confirmar um caso, envolvendo a esposa de um diplomata suíço, que não havia estado no Congo, mas acredita-se ter contraído a doença em Uganda. Ambos foram evacuados para hospitais na Suíça.

No que diz respeito a Uganda, o país havia registrado 20 casos em maio e junho, a maioria deles importados do Congo. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que Uganda estava livre do Ebola em agosto. O ministro da Saúde de Uganda anunciou, no último domingo, que cidadãos com histórico de viagem ao Congo que retornarem ao país serão submetidos a uma quarentena de 21 dias, uma medida que visa conter possíveis novos surtos.