sábado, 31/10/2026

Novo estudo revela que vacina de mRNA diminui em 42% o risco de mortalidade ou recidiva em pacientes com melanoma

A mais recente inovação no combate ao câncer de pele vem da colaboração entre a Moderna e a MSD, que anunciou resultados promissores de sua vacina contra o melanoma. O estudo de fase 3,…

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A mais recente inovação no combate ao câncer de pele vem da colaboração entre a Moderna e a MSD, que anunciou resultados promissores de sua vacina contra o melanoma. O estudo de fase 3, revelado nesta quinta-feira (22), mostra que a intismeran autogene reduz em 42% o risco de morte ou recorrência da doença, um avanço significativo para pacientes diagnosticados com este tipo agressivo de câncer.

Enquanto as vacinas tradicionais visam prevenir doenças infecciosas, a intismeran é projetada especificamente para tratar tumores existentes, utilizando as mutações genéticas exclusivas de cada paciente. Essa abordagem personalizada oferece uma nova esperança para quem enfrenta o melanoma, que se origina nos melanócitos e é conhecido por sua alta capacidade de metastatizar.

Os dados mais recentes demonstram que, após dois anos de tratamento, 82,2% dos pacientes que combinaram a vacina com o imunoterápico Keytruda não apresentaram sinais de recorrência da doença, em comparação a 70% entre aqueles que utilizaram apenas o tratamento padrão. A combinação também mostrou uma redução de 38% no risco de metástases, evidenciando a eficácia do tratamento em manter a doença sob controle.

O oncologista Hussein Tawbi, que participou da pesquisa, destacou a relevância estatística dos resultados, que são os primeiros a demonstrar que uma vacina personalizada, aliada a um medicamento que estimula o sistema imunológico, pode ser eficaz no controle do câncer. A Moderna e a MSD agora se preparam para solicitar a aprovação da vacina nos Estados Unidos, com a expectativa de que ela esteja disponível no mercado até 2027.

Embora a Moderna não tenha fornecido informações sobre um potencial pedido à Anvisa para a introdução da vacina no Brasil, a comunidade científica aguarda ansiosamente a apresentação dos resultados completos no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), que ocorrerá em Madri neste sábado (24).

A inovadora intismeran autogene funciona através de um método que envolve sequenciar o material genético do tumor do paciente, identificando suas mutações únicas. A partir daí, uma molécula de mRNA é criada para ensinar o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerosas. O Keytruda, por sua vez, atua bloqueando uma proteína que impede que as células de defesa do corpo ataquem os tumores, criando uma sinergia poderosa entre os dois tratamentos.

Segundo Stéphane Bancel, CEO da Moderna, essa abordagem personalizada pode ter um impacto clínico significativo, oferecendo aos pacientes uma nova esperança no combate ao câncer.