Hoje, o blog “Longevidade: modo de usar” celebra uma década de reflexões e trocas sobre o envelhecimento. O marco, que se dá exatamente dez anos após a primeira publicação, é um convite à reflexão sobre a evolução da percepção da velhice na sociedade contemporânea. A coluna inaugural, intitulada “Infância e adolescência foram reinventadas. Agora é a vez da velhice”, já lançava perguntas provocativas sobre a aceitação da idade e os tabus que ainda cercam o envelhecer.
Naquele texto, compartilhei minhas experiências ao encarar os 58 anos e as reações que isso provocava nas pessoas ao meu redor. Uma década depois, com quatro livros publicados sobre o tema e uma postura ativa na luta por uma velhice digna e vibrante, reafirmo que a geração que desafiou normas na juventude não se contentará em ser silenciada na maturidade.
Recentemente, durante o GeriatRio 2026, a psicóloga Cristiane Novaes destacou a relação entre mudanças climáticas e o impacto na vida dos idosos, além de enfatizar a importância da resiliência no enfrentamento das adversidades que vêm com o envelhecimento. Segundo ela, lidar com questões como declínio físico, isolamento e a percepção da finitude exige uma busca intencional por adaptação e novos significados para a vida.
A resiliência, conforme Novaes, não é um mero otimismo, mas uma resposta mensurável aos estresses da vida. Ela sugere que ferramentas como a tecnologia, a atitude positiva e a espiritualidade são fundamentais para construir um envelhecimento ativo e significativo. O domínio da tecnologia, por exemplo, atua como uma ponte vital contra o isolamento, enquanto uma atitude positiva ajuda a reinterpretar limitações e valorizar o que ainda é possível fazer.
Ao refletir sobre essa jornada de dez anos, reafirmo a necessidade de reinventar a velhice. Acredito que cada um de nós tem um papel ativo nessa transformação, combatendo estigmas e promovendo uma visão mais positiva do envelhecimento. Como mencionei em meu primeiro texto, a proposta deste espaço é ser um fórum abrangente sobre a maturidade, um convite à participação e à luta conjunta. Agradeço a todos que me acompanharam até aqui e convido a todos a continuarmos esse diálogo essencial. Vamos em frente!



